Quando estou no meio do caos e as coisas parecem que vão
derreter ou desmoronar. A minha tendência foi sempre a de fazer mimimi,
reclamar da vida, comprar um pote de sorvete e tomar assistindo televisão.
Outra coisa que eu sempre percebi em mim era o medo de
confronto. Sabe aquele momento no filme em que tudo vai bem, mas aí vem a vilã
(ou vilão ou situação ou maremoto) e as coisas ficam feias? Sempre eu sentia
que esse momento estava chegando no filme eu, pasmem, trocava de canal. Eu
pensava: “Vou esperar passar essa parte e quando tudo estiver bem eu volto a
assistir”. Fiz isso um montão de vezes, na verdade.
Nós precisamos formar casquinha. Na verdade, calos, crostas,
chamem do que quiserem. Não de proteção (do tipo mecanismos de defesa ou das
carcaças), mas de fortalecimento. Precisamos dos músculos da resiliência fortes
e firmes. Precisamos ser firmes para dizer um não, para passar por uma situação
difícil ou para aceitar uma perda. Precisamos de uma firmeza que sim, está o
tempo todo dentro da gente.
De fato, não existe “eu não consigo”. Existe o “eu não
quero”. Quantas vezes você realmente se propôs a fazer uma coisa e ela deu
certo no final? Quantas pessoas já passaram por situações terríveis e
conseguiram achar dentro de si mesmas uma força que não sabiam que tinham? O
nome disso é firmeza.
Firmeza é o estar em si mesmo. Estar tão dentro, tão firme,
tão …argh, até com raiva mesmo. Sabe aquela hora em que você diz do fundo da
sua alma: “Nem por cima do meu cadáver?”. Então, isso. Dizem que água mole em
pedra dura tanto bate até que fura. Mas pode não ser verdade, se nos
mantivermos na nossa firmeza.
A vida vai tentar te derrubar. As pessoas, as situações. Mas
tudo bem. Se você estiver com você mesmo, se aceitar fazer qualquer coisa com
isso, nada vai te abalar. Isso é a verdadeira fé. Não é só a fé em Deus, nas
entidades ou em qualquer outra coisa fora de você. É saber que sim, você pode.
É fácil. É só querer.


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