terça-feira, 9 de junho de 2015

***Folhas soltas***

***Folhas soltas***
Ao escrever um poema podemos nos sentir muitas vezes num ofício como qualquer outro, 
onde o poeta nada mais é que um tradutor de várias línguas,
a língua da razão e a língua da paixão, 
traduzir amor em dor, ou rimando amor e flor, 
não importa, pois se vai para um caminho ou vai para um desvio,
ele trabalha num livro de folhas soltas,
páginas avulsas e capítulos incompletos, um romance sem fim ou com vários finais,
mas nunca o tradutor pode desistir da obra, é a sua labuta aqui a sua missão,
mesmo que falhe deve pelo menos tentar,
traduzir muitas vezes sentimentos sem explicação,
até mesmo para a poesia retirados deste livro imenso,
intenso, chamado coração.
Helenna Souza


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